Mini-golfe patrocinado
segunda-feira, 3 de maio de 2010Em vez de encher a paciência alheia com banners, patrocine ou produza coisas bacanas, essa é a nova forma de se fazer publicidade. Prepare-se para perder um bom tempo jogando:
Em vez de encher a paciência alheia com banners, patrocine ou produza coisas bacanas, essa é a nova forma de se fazer publicidade. Prepare-se para perder um bom tempo jogando:
A equipe do GWT portou, a partir do Jake – port para java -, o Quake2 para sua plataforma. O mais incrível é que o desempenho, graças ao WebGL, é ótimo, o áudio impecável (HTML5 audio) e tem multiplayer funcional através de WebSockets. E o Quake parece ser, hoje em dia, a prova de maturidade padrão para qualquer runtime. Quake: em breve no seu microondas.
Eis aqui a página do projeto kwaak3, port do Quake3 para o Android, a plataforma móvel ‘de macho’.
Para o deleite de Steve Jobs e mágoa da Adobe, mais uma impressionante prova-de-conceito com Javascript e o novo elemento <canvas> do HTML5. Gil Megidish desenvolveu uma versão do jogo “Another World” (também conhecido – e era assim que eu o conhecia – como “Out of This World”), originalmente lançado em 1991. E eu me lembro bem de que era o jogo de design mais bonito, com a atmosfera mais envolvente entre os que eu curtia no meu poderoso 386 naqueles tempos.
Confira o jogo e um FAQ do autor em http://www.megidish.net/awjs/
Se tiver de apostar entre duas tecnologias concorrentes, não hesite: vá pela mais divertida.
Alguém aí pode gostar de trabalho – cri… cri… cri… -, mas dificilmente alguém se sente mais confortável, convenhamos, num tipo de ambiente formal e monótono que sempre caracterizou os ambientes de trabalho do que se sente em casa ou entre amigos. É notável a transformação dos ambientes de trabalho em ambientes divertidos, informais e confortáveis (com isso, parece, tendem a diluir-se também as barreiras psicológicas entre trabalho-vida pessoal e, bem, as pessoas parecem aceitar a idéia de que têm de trabalhar o tempo todo. Mas isso é outro assunto…).
Então, ok, trabalho é chato. Diversão é legal. Vamos analisar embates recentes, apostas tecnológicas que, vencedoras, valeram fortunas:
iPhone vs. o resto
O iPhone, lembremos, entrou no mercado já com o Blackberry bastante consolidado, e com outros players fortes como Nokia. E hoje ocupa uma fatia de mercado incrível, comparável à da RIM, em torno dos 20% e, provavelmente, com mais lucratividade por usuário. O suposto coolness das coisas Apple e a devoção dos macmaníacos explicaria o sucesso? Bom, me parece que já deve haver bem mais donos de iPhone do que de Macs. No Brasil, pelo menos, daria isso como certo – há uma intersecção importante entre esses dois grupos, mas longe de um grupo (macmaníacos) conter o outro (donos de iPhone) -. Agora analise a AppStore, seus mais de 100 mil aplicativos. Uma maioria imensa de jogos ou aplicativos solenemente inúteis. Não sei por quantos meses o iFart, sim, isso mesmo, o iFart, foi o aplicativo mais vendido na AppStore dos EUA. Diversão, sabemos, é um conceito subjetivo. Então, se o iPhone tem algum papel em melhorar a produtividade do seu usuário, se ele é “útil”, em algum momento, há de ser, assumo, em proporções deveras tímidas. O pouco que faz de útil, de “trabalho”, faz com cara de diversão, amenizando o nosso trauma de infância roubada. Essencialmente, é um brinquedo. Já vi alguém, durante o expediente, lançando seu iPhone para a frente, e então trazendo-o lentamente para si enquanto rodava o dedo na tela: estava enrolando a carretilha – era um jogo de pesca – . Minutos depois, havia 3 outras pessoas fazendo o mesmo, numa cena, para mim, um bocado insólita.
Um adendo aqui: o Android vai ultrapassar o iPhone em mercado em um curtíssimo prazo. Aposto meu reino nisso, mas é assunto para outro texto.
Mac vs Windows
Ok, agora o Windows 7 é melhor e mais moderno que o Snow Leopard, chorem à vontade. Mas, é notório, desde o lançamento do Mac OS X a Apple tinha a dianteira no sistema operacional. É desnecessário comentar, por exemplo, o fiasco que foi o Vista. Por que então, depois de tantos anos contando com o sistema mais elegante e eficiente, seu hardware cheio de estilo e bem projetado, o ganho de mercado da Apple foi tão limitado? É claro que isso não quer dizer que a Apple não obteve sucesso, eles ganham dinheiro demais vendendo hardware, sua pequena fatia de mercado gasta muito mais dinheiro que os demais, paga por estar no clube. Mas o fato é que ainda há uma hegemonia absolutamente incontestável do Windows. Há uma série de explicações possíveis, e para cada mercado elas têm maior ou menor peso.
Por fim, e aqui faço o meu recado, durante todos esses anos a nobreza dos felinos da Apple não encantou um mercado em particular: aquele dos jogadores. Mesmo a aberração do Vista era uma plataforma incomparavelmente superior a qualquer Mac OS, para jogar. Entre disponibilidade de títulos e eficiência no uso do hardware, a bela peça de engenharia que foi o DirectX – superior ao OpenGL já se vão anos, e cada vez mais superior -, nenhum adolescente, nenhum geek jogador tardio, nenhum verdadeiro aficcionado por jogos cogitaria dispor de seu Windows. E, veja, o adolescente jogador com suas espinhas é, em geral, a última palavra em tecnologia de qualquer família mediana. Jogos são legais, o Mac OS X pode ter seu coolness, pode ser o hipster dos sistemas operacionais, mas NÃO É TÃO DIVERTIDO QUANTO O WINDOWS. Engulam essa, macmaníacos.
Facebook vs outras redes sociais
Com seus mais de 300 milhões de usuários ATIVOS, o Facebook dá um banho em todas as outras redes. Qual é o grande barato? Foi pioneiro nos aplicativos, e os aplicativos, são, fundamentalmente, brincadeiras. Jogos. Eles têm Farmville e Mafia Wars. That’s it.

Confira o Logoleptic, projeto pessoal de Makc, programador ucraniano e membro da equipe de desenvolvimento do Sandy – engine 3D que ele usou para esse jogo -. Isso sequer usa as porções de API 3D introduzidas no Flash Player 10, deve rodar no 9 também, suponho. É prova de que dá pra fazer jogos muito bons mesmo com grandes limitações técnicas.
Para jogar/baixar:
http://www.mochimedia.com/games/logoleptic/
Página do projeto Sandy:
http://www.flashsandy.org
Sandy no Google Code:
http://code.google.com/p/sandy/
O camarada Andrei Thomaz, creative developer, artista e colorado, disponibilizou os slides da sua apresentação “Intersecções entre o espaço dos jogos eletrônicos e os espaços cotidianos”, no #8.Art, este ano, em Brasília. Confira um trecho:
Baixe a apresentação completa. Da próxima vez queremos vídeos, Andrei.